em busca de felicidade
sábado, 1 de maio de 2010
Como barata
Cheguei de frente ao portão. Senti um perfume diferente. Se misturava ao doce cheiro da Dama da Noite, vindo do quintal vizinho. Pé carregado de carambolas. Entrei silencioso como pisaduras de gato, ou rastros de rato traiçoeiro. Saí no cano da pia da área de serviço. Esquisito que me lembrei da misteriosa princesa Ana, que guarda seu jardim a sete chaves no seu umbigo, detrás do muro. Me lembrei da sã e pura criatura que espia as flores dela, as criando em pensamento. Divaguei, apenas com a cabeça do lado de fora. Ah se alguém desse descarga. Saí do ralo, já seco e só molhado de suor. Virei a tramela da porta, cheguei na copa, engoli seco, peguei ela lá: abusando de um homem barbudo. Ele jazia de quatro com o nariz tapado, fungando como touro, mas dominado pelo ferro no nariz. Meti o pé nitudo quanto fosse traseiros que estava ao meu alcance. Acabei com a bagunça. Onde se viu, fazer eu mesmo dono de minha casa entrar nela pelo cano? Como barata!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Cantos da alegria
Oh! Pequeno pássaro
Que inocente, pela campina, voava
Por querer somente sua sina cumprir
Se enforcou no laço inocente
De uma inocente menina
Ela, seus raios de sol
E seu próprio mal
Prendera seu canto
nas cercas de arame de seu quintal
Quisera Deus intervir em tamanho ato cruel
E acabar com crueza do coraçãozinho imbecil
Mas não.
O pequeno peito do pássaro
Se arrebentava nas pontas do arame de metal
Sangrava seu coração,
Não podia voar alto pois serrara-lhe
as metades das asas.
Muitas: uma vez mais
Fizera feliz a menina encantada
Enquanto pode viver
não.
Silenciou-se o Criador
Acompanhou quieto a morte
Tragar a vida da pobre criatura
Que de alegria a vida toda cantou.
Que inocente, pela campina, voava
Por querer somente sua sina cumprir
Se enforcou no laço inocente
De uma inocente menina
Ela, seus raios de sol
E seu próprio mal
Prendera seu canto
nas cercas de arame de seu quintal
Quisera Deus intervir em tamanho ato cruel
E acabar com crueza do coraçãozinho imbecil
Mas não.
O pequeno peito do pássaro
Se arrebentava nas pontas do arame de metal
Sangrava seu coração,
Não podia voar alto pois serrara-lhe
as metades das asas.
Muitas: uma vez mais
Fizera feliz a menina encantada
Enquanto pode viver
não.
Silenciou-se o Criador
Acompanhou quieto a morte
Tragar a vida da pobre criatura
Que de alegria a vida toda cantou.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Eu
EU abraço o MUNDO
com meus BRAÇOS
Vivo alargando limites
e me esgontando.
Alcanço novas alturas sem essas desculpas.
Me autodestruo.
Não me preocupo.
E pouco me importo com você.
A morte não é meu FIM mesmo.
E se disser que sou esgoísta
por querer ir embora.
Deixo pra sua própria acusação
seus prazeres e glutonarias
que nem um pouco te satisfazem
mas bebem do seu sangue.
com meus BRAÇOS
Vivo alargando limites
e me esgontando.
Alcanço novas alturas sem essas desculpas.
Me autodestruo.
Não me preocupo.
E pouco me importo com você.
A morte não é meu FIM mesmo.
E se disser que sou esgoísta
por querer ir embora.
Deixo pra sua própria acusação
seus prazeres e glutonarias
que nem um pouco te satisfazem
mas bebem do seu sangue.
terça-feira, 30 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Quase Meia-Noite
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Te vejo
Reflito sobre o que é realidade
O que é ilusão
O tempo passa, descubro que só
você é de verdade
Muito além de tudo que
sonhei em imaginar
Choro no seu colo
E ainda anda comigo
Me espera em dias cinzentos
Sorrindo, sorrindo no portão,
De vestido
Sei,
Só ainda não descobri,
O quanto gosto de você
O que é ilusão
O tempo passa, descubro que só
você é de verdade
Muito além de tudo que
sonhei em imaginar
Choro no seu colo
E ainda anda comigo
Me espera em dias cinzentos
Sorrindo, sorrindo no portão,
De vestido
Sei,
Só ainda não descobri,
O quanto gosto de você
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Deitado na Grama
Queria ficar calmo
Você apareceu
Queria te ver ao meu lado
Você retrocedeu
Outra vez quiz me acalmar
Mas nem precisou aparecer
Ja estava aqui dentro
Na dúvida se você me ama
passei a atarde deitado na grama
Dói, ter que te esperar
Se vale a pena
A resposta
Ja está aqui dentro
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
É mágico
Entendi tudo que você quis dizer
Esses pássaros azuis que avoam por aqui
E se bem que nem quis a janela fechar
Não tinha nem um quarto só meu
Sou andarilho, eterno
Para, pelo menos, tentar guarda-lo pra mim
Sei que foi sem querer
Por isso nem tentei
Agora, a solidão e a nostalgia sim
Essas, andarilhas, ficaram sem eu pedir
Entendi tudo que você quis dizer
Esses pássaros azuis que avoam por aqui
E se bem que nem quis a janela fechar
Não tinha nem um quarto só meu
Sou andarilho, eterno
Para, pelo menos, tentar guarda-lo pra mim
Sei que foi sem querer
Por isso nem tentei
Agora, a solidão e a nostalgia sim
Essas, andarilhas, ficaram sem eu pedir
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Seria inocente
S'eu desmarcasse tudo que marquei esta noite
Se eu dispensasse o luar
Se mais uma vez te contasse meus sonhos
Seria inocente
E se eu disser que sinto saudade
Se em meu planos te ter
E quisesse que amanhã tomássemos café
Seria inocente
Te guardo com direito, bem lá dentro
Te guardo do meu jeito, la no fundo do peito
E não há razões para não ser
Dias assim
Quando tudo entre nós parece desmoronar
E meu desejo é me refugiar no horizonte
Olho nossa foto
Te vejo tão perto, exalando seu doce respirar
A arrevoar seu espírito de doçura
Descubro
Que és quem Deus escolheu
Pra espalhar calor e sonhos
Tranquesas e brincadeiras
Arrevoantes, como seu jeito
Descubro
Que se você cair eu te seguro
Se chorar, enxugo suas lágrimas
Se ficar feliz...
Sorrio com você
E meu desejo é me refugiar no horizonte
Olho nossa foto
Te vejo tão perto, exalando seu doce respirar
A arrevoar seu espírito de doçura
Descubro
Que és quem Deus escolheu
Pra espalhar calor e sonhos
Tranquesas e brincadeiras
Arrevoantes, como seu jeito
Descubro
Que se você cair eu te seguro
Se chorar, enxugo suas lágrimas
Se ficar feliz...
Sorrio com você
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Sem alguém saber
Pela primeira vez,
Depois meses,
Vi, de seus olhos, escorrerem lágrimas.
Andou a noite inteira, de um lado para o outro
Sem dizer absolutamente nada, até as 3 da manhã.
Observei seu café esfriar sem muitas importâncias.
Me segurei para não me ajoelhar
Diante da tamanha angústia
Se meus olhos não manifestaram fraqueza
Apenas umas certeza ficou
Minha alma, sozinha e compadecida, chorou
Depois meses,
Vi, de seus olhos, escorrerem lágrimas.
Andou a noite inteira, de um lado para o outro
Sem dizer absolutamente nada, até as 3 da manhã.
Observei seu café esfriar sem muitas importâncias.
Me segurei para não me ajoelhar
Diante da tamanha angústia
Se meus olhos não manifestaram fraqueza
Apenas umas certeza ficou
Minha alma, sozinha e compadecida, chorou
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Instinto Incontente
Vivo fim da manhã de tênis apertado
Vive um pássaro, cantante, encarcerado
Vive Compondo um canto amargurado
Telhados e fachadas não pode mais sobrevoar
Faltou lhe os galhos que a vida resolveu podar
Sem essa possibilidade
De instinto incontente, se alvoroçou a alma
Engatilharam-se as asas
Arregaçou o peito
Num impulso, meio sem jeito
Arrebentou a gaiola
Resolveu voar
Vive um pássaro, cantante, encarcerado
Vive Compondo um canto amargurado
Telhados e fachadas não pode mais sobrevoar
Faltou lhe os galhos que a vida resolveu podar
Sem essa possibilidade
De instinto incontente, se alvoroçou a alma
Engatilharam-se as asas
Arregaçou o peito
Num impulso, meio sem jeito
Arrebentou a gaiola
Resolveu voar
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Adoro as mulheres gordinhas
Já tenho a minha,
porém com respeito quero falar
Da mulher gordinha,
seus encantos quero ressaltar
São lindas suas formas
e até o caminhar me desperta paixão
Suas curvas são como a mais linda rosa
que tem voltinhas no botão
Ela é cheirosa
Tem uma beleza sobrenatural
A maioria é fogosa
Tem cuidado e carinho sem igual
Uma verdade pura agora quero lembrar
Quem ainda não ficou gordinha, um dia vai ficar
Sendo assim desejo-a nessa medida
E pra sempre quero a querer
A gordinha foi e é minha preferida
e pra sempre há de ser
porém com respeito quero falar
Da mulher gordinha,
seus encantos quero ressaltar
São lindas suas formas
e até o caminhar me desperta paixão
Suas curvas são como a mais linda rosa
que tem voltinhas no botão
Ela é cheirosa
Tem uma beleza sobrenatural
A maioria é fogosa
Tem cuidado e carinho sem igual
Uma verdade pura agora quero lembrar
Quem ainda não ficou gordinha, um dia vai ficar
Sendo assim desejo-a nessa medida
E pra sempre quero a querer
A gordinha foi e é minha preferida
e pra sempre há de ser
Rimar sem
Teve um alguém
Que ninguém sabe quem
Me ensinou a não rimar o último verso da poesia
Mas, rimo o anti-penúltimo e vou além
E deixo o último com rima também
Amém
Que ninguém sabe quem
Me ensinou a não rimar o último verso da poesia
Mas, rimo o anti-penúltimo e vou além
E deixo o último com rima também
Amém
O prazer no fim de uma manhã
É meio dia e dez
Eu coloco o relógio pra despertar,
às seis e meia da manhã
Não sei o que tem na minha cabeça
Sinto uma mulher mal cheirosa
E coisas bonitas
Um belo vestido feio
Um Fiat 147
Não sou bom em muitas coisas, mas
em algumas, me disseram que sou excelente
Eu digo que é assim
Qualquer um pode morrer se estourar a cabeça enfiando-a debaixo de uma das seis rodas, grossas, pesadas e fedorentas de borracha preta de um desses ônibus azuis.
Redescobri o prazer de escrever.
Eu coloco o relógio pra despertar,
às seis e meia da manhã
Não sei o que tem na minha cabeça
Sinto uma mulher mal cheirosa
E coisas bonitas
Um belo vestido feio
Um Fiat 147
Não sou bom em muitas coisas, mas
em algumas, me disseram que sou excelente
Eu digo que é assim
Qualquer um pode morrer se estourar a cabeça enfiando-a debaixo de uma das seis rodas, grossas, pesadas e fedorentas de borracha preta de um desses ônibus azuis.
Redescobri o prazer de escrever.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Cabaré colorido
sábado, 28 de novembro de 2009
ReveR
Quem tivera um dia motivos pra sorrir por amor
Sonhaste o querer mais puro com furor
quando não sentia solidão na hora de deitar
E se alegrava por não ter quem rever.
Por ter deixado marcas na partida
Esse alguém, como todo alguém,
Provou a desolação do amor quebrado
A confusão de um amor amargo
Aprendeu a desolação
de mais amar demais e
ter que se reinventar por tudo isso.
Sonhaste o querer mais puro com furor
quando não sentia solidão na hora de deitar
E se alegrava por não ter quem rever.
Por ter deixado marcas na partida
Esse alguém, como todo alguém,
Provou a desolação do amor quebrado
A confusão de um amor amargo
Aprendeu a desolação
de mais amar demais e
ter que se reinventar por tudo isso.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Não me deixe almoçar só
Ele amava muito. Ela estava um pouco acima da média.
A vida não
Não tinham mais o sabor normal das coisas
O almoço foi uma merda
Mas o abandono
Naquela hora
Era perder o apetite e deixar de viver
A vida não
Não tinham mais o sabor normal das coisas
O almoço foi uma merda
Mas o abandono
Naquela hora
Era perder o apetite e deixar de viver
sábado, 21 de novembro de 2009
Hoje vai ter almoço
Meu quarto parece minh’alma
Ambos precisam de arrumação
Precisa se alimentar
Um espírito doente em corpo fraco
Vejo na sombra do portão
Babados coloridos que cobrem pernas calejadas
Alguém venceu a guerra
para vir ma dar a mão
Trouxe suas panelas de pedra nas sacolas
Decidiu doar delas, a dedicação
Hoje vai ter almoço
Ambos precisam de arrumação
Precisa se alimentar
Um espírito doente em corpo fraco
Vejo na sombra do portão
Babados coloridos que cobrem pernas calejadas
Alguém venceu a guerra
para vir ma dar a mão
Trouxe suas panelas de pedra nas sacolas
Decidiu doar delas, a dedicação
Hoje vai ter almoço
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Pra Você Entender
Sofri demais
e quando pensava não ser capaz
de conseguir, outra vez, viver;
amei.
Encontrei em seus olhos que fizeram parecer nada
todos os outros que olhei,
a alegria de uma nova chance,
Uma nova vida que acaba neste instante
de começar agora!
Isso é real. Eu vi.
É o que sempre sonhei.
Se for preciso, repito mil vezes pra você entender.
Eu amo você.
e quando pensava não ser capaz
de conseguir, outra vez, viver;
amei.
Encontrei em seus olhos que fizeram parecer nada
todos os outros que olhei,
a alegria de uma nova chance,
Uma nova vida que acaba neste instante
de começar agora!
Isso é real. Eu vi.
É o que sempre sonhei.
Se for preciso, repito mil vezes pra você entender.
Eu amo você.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Estou cada vez mais louco
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Esquisofrenia da debilitação
Chorava quando as idéias vinham em sua cabeça. Um turbilhão de possibilidades Criativas sufocavam manhãs quentes que eram pra ser calmas..
quebrou
a cara
e sorriu
Aos poucos construiu universo
onde ele mesmo era seu amigo
e na maioria das vezes, seu inimigo
Seu amor. Seu Gênio e sua consolação
Auto-suficiente

correu.
Delirou!
se tornou artista contemporâneo!
quebrou
a cara
e sorriu
Aos poucos construiu universo
onde ele mesmo era seu amigo
e na maioria das vezes, seu inimigo
Seu amor. Seu Gênio e sua consolação
Auto-suficiente

correu.
Delirou!
se tornou artista contemporâneo!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
DeVolta

Madrugada, acordei três vezes
Mente agitada a implorar por paz
Afrontei pensamento maldito que há muito me doía
Caminhei rumo a paz que minh'alma pedia
Num jardim sereno caminhei
A esperar a colheira do que um dia plantei
Algo diferente me trouxe inquietação
Árvores secavam mesmo sendo primavera
Alguém que eu espera segurou minha mão
E com lágrimas no olhos percebi o que era
A luz da aurora ceifou os frutos de condenação
E apagadas foram, do passado, as sementes de maldição
Não lembro mais de qual dor foi embora
Embora sim, de um flagelo que me fez aprender
Amanhã este estará melhor que agora
Pois hora sim é, de respirar ar puro e viver
Alívio
Feridas saradas
Paz que excedeu todo meu entendimento
Sorri
Chorei
Doce foi a sua chegada.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Ato
Ato dois. Já fomos apresentados
Aspectos e fatos, meras insinuações
Parto, pois estão os caminhos traçados
Rumos insensatos num final de decepções
Ambiguidade, cimento, calor humano
Velha cidade, tormento, dor do engano
Mundo pequeno guardado em prateleira suja
Sonhar e opções [únicos, afinado por caminhar
Desejo veneno, filtrado em mente turva
Miar ambições únicas, determinado a realizar
Realizar sonhos é mudar rumo da vida
Aspectos e fatos, meras insinuações
Parto, pois estão os caminhos traçados
Rumos insensatos num final de decepções
Ambiguidade, cimento, calor humano
Velha cidade, tormento, dor do engano
Mundo pequeno guardado em prateleira suja
Sonhar e opções [únicos, afinado por caminhar
Desejo veneno, filtrado em mente turva
Miar ambições únicas, determinado a realizar
Realizar sonhos é mudar rumo da vida
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Mondo
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Avoa
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Pessoas
Dor no coração se cura com esquecimento
e compartilhar ajuda
Se prepare, por não ter jeito de não enfrentar
a ingratidão
Se coisa boa isso trás:
É a vida e as pessoas como realmente são.
Mas se tanto te doer
As pessoas choram por não Ser nos outros
Engula a indiferença
e compartilhar ajuda
Se prepare, por não ter jeito de não enfrentar
a ingratidão
Se coisa boa isso trás:
É a vida e as pessoas como realmente são.
Mas se tanto te doer
As pessoas choram por não Ser nos outros
Engula a indiferença
terça-feira, 8 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Certo
Se tudo desse certo
A namorada não fosse embora
A banda fizesse sucesso
A obra saísse perfeita
O cigarro não fosse tão atraente
Eu conseguisse chegar no horário
O Casamento fosse pra’lém da morte
Sua arte vendesse
E a empresa crescesse
Ou o novo emprego fosse certo
Vida fosse sorriso, só
Algueins não ficariam contentes
Coração da gente é eternamente insatisfeito
Até mesmo cheio de Deus se quer mais
Apesar de ser suficiente
A namorada não fosse embora
A banda fizesse sucesso
A obra saísse perfeita
O cigarro não fosse tão atraente
Eu conseguisse chegar no horário
O Casamento fosse pra’lém da morte
Sua arte vendesse
E a empresa crescesse
Ou o novo emprego fosse certo
Vida fosse sorriso, só
Algueins não ficariam contentes
Coração da gente é eternamente insatisfeito
Até mesmo cheio de Deus se quer mais
Apesar de ser suficiente
sábado, 29 de agosto de 2009
Quer casar comigo.

Quero compartilhar
O que pensei por um segundo
É que se junto nóis ficar
Do meu lado você tem o mundo
Mundo todo agitado
Com poemas coloridos
Jardim bem regado
Donde dores nascem sorrisos
As lágrimas derramadas
São de muita valia
Sementes de amor plantadas
Que florescem com o raiar do dia
Tudo pra você sorrir
Toda a força do meu braço
E mesmo se a tristeza vir
Deita e dorme em meu abraço
Vamos vamos que é hora
De escrever a nossa história
Vamos livres correr
Quando vem o amor, nunca vai embora
Com amor em casa chega-se à vitória
E à alegria de viver
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Aguado
Não digo que daria tudo por um beijo seu
porque tudo inclui a vida
Se sozin ando
Se contigo subo
Não esperar te sonho
Eu aguado e mudo
Vi mergulhar em
sua saliva
Não é ela que me atrai
É o centro, o miolo que só eu enxergo
com os olhos do coração
Amargo que se tornou tudo
tanto que
só a distância adoçou
Não digo que daria o mundo
mas sabes e finges que não
Tudo aquilo que te dou
Beijo doce resolve meses de acidentes na memória
porque tudo inclui a vida
Se sozin ando
Se contigo subo
Não esperar te sonho
Eu aguado e mudo
Vi mergulhar em
sua saliva
Não é ela que me atrai
É o centro, o miolo que só eu enxergo
com os olhos do coração
Amargo que se tornou tudo
tanto que
só a distância adoçou
Não digo que daria o mundo
mas sabes e finges que não
Tudo aquilo que te dou
Beijo doce resolve meses de acidentes na memória
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Nada: sentido
Foi embora.
Precisava era de uns bons amigos.
Se em suas costas carregava 12 balaios de coisas não boas
resolvera subir o monte e jogar tudo ao vento no penhasco.
Ficou amargo.
pelo menos, percebeu
Se afastou devagar, de modo que conseguiu não ser notado
se é que um dia foi notado.
Não se justificou porque tudo que as pessoas achavam,
ele tinha certeza.
Nada
mas nada de
nada mesmo
valia nada.
e mesmo se a poesia dissesse que valia tudo,
pr'ele, as coisas sí valiam
pela poeta apaixonada
Apaixonada.
o nada me volta.
Nada.
Nada.
Precisava era de uns bons amigos.
Se em suas costas carregava 12 balaios de coisas não boas
resolvera subir o monte e jogar tudo ao vento no penhasco.
Ficou amargo.
pelo menos, percebeu
Se afastou devagar, de modo que conseguiu não ser notado
se é que um dia foi notado.
Não se justificou porque tudo que as pessoas achavam,
ele tinha certeza.
Nada
mas nada de
nada mesmo
valia nada.
e mesmo se a poesia dissesse que valia tudo,
pr'ele, as coisas sí valiam
pela poeta apaixonada
Apaixonada.
o nada me volta.
Nada.
Nada.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Texto pessoal assumido
Agora que estou chegando aos 30, Quero algumas coizas de prezente.
Não pressiza se preocupar em me agradar, apenas ouça eu ti pedi.
Quero escrever livre. Sem pontuação nem nada. Nem vírgula nem nada. Poder repetir mesmo. Deixar as palavra me fuji em textos também. como fógi na vida real. na verdade qero mais é coisas qui noum se podi daR. Como liberdade experessetiva.
Deuxa eu subverter um pouco, pra rir sozin em madrugada. Como é bom escrever assim ouvindo musicas creadas a (há) mais de muitos anos. Que bom falar que chico boarque é um bosta. Q o cinema do bressane é uma merda. q o roberto carlos não é rei nem do banheiro dele. q o pelé não era bom, eram os jogadores da época que eram ruins. Q a maioria da pessoa q conheço são inferiores a mim. assumir que sou burro mesmo. q adoro aquela musica feia do érasmos carlus, e o tóquinho do la bele de ju. q adoro pop arte, mas não sou gay. q Acossado ou sobre o suflÊ é legal, mas não é genial. I qui os intelectuais fingem de desinterassados. bando de burro. dizê que mais nada é merda nenhuma. E que não quero nada. Alem do nada. Queria escrever um texto assumidamente pessoal, cei que você dexa Mais a vergonha me percegue. Deixo eu ir embora.
.
.
retiro tudo o que diçe.
Não pressiza se preocupar em me agradar, apenas ouça eu ti pedi.
Quero escrever livre. Sem pontuação nem nada. Nem vírgula nem nada. Poder repetir mesmo. Deixar as palavra me fuji em textos também. como fógi na vida real. na verdade qero mais é coisas qui noum se podi daR. Como liberdade experessetiva.
Deuxa eu subverter um pouco, pra rir sozin em madrugada. Como é bom escrever assim ouvindo musicas creadas a (há) mais de muitos anos. Que bom falar que chico boarque é um bosta. Q o cinema do bressane é uma merda. q o roberto carlos não é rei nem do banheiro dele. q o pelé não era bom, eram os jogadores da época que eram ruins. Q a maioria da pessoa q conheço são inferiores a mim. assumir que sou burro mesmo. q adoro aquela musica feia do érasmos carlus, e o tóquinho do la bele de ju. q adoro pop arte, mas não sou gay. q Acossado ou sobre o suflÊ é legal, mas não é genial. I qui os intelectuais fingem de desinterassados. bando de burro. dizê que mais nada é merda nenhuma. E que não quero nada. Alem do nada. Queria escrever um texto assumidamente pessoal, cei que você dexa Mais a vergonha me percegue. Deixo eu ir embora.
.
.
retiro tudo o que diçe.
Poeta da alegria
Ta uma confusão aqui
Mas que tudo bom.
???
vida boa. subida de altura.
tudo bom
bom dimais.
Tudo que quis
até risada
café,
sucesso,
a Paz. Mãe. A paz.
rapadura.
Sorriso.
i liberdade só!
êH Deus. só na calada sô.
vou criar a compartilharção
pra te dar um pouco de sorriso
e alegrar sem base.
Mesmo se fô momentâniamaniadealegria
Quero dimais v sorriso seu.
Mas que tudo bom.
???
vida boa. subida de altura.
tudo bom
bom dimais.
Tudo que quis
até risada
café,
sucesso,
a Paz. Mãe. A paz.
rapadura.
Sorriso.
i liberdade só!
êH Deus. só na calada sô.
vou criar a compartilharção
pra te dar um pouco de sorriso
e alegrar sem base.
Mesmo se fô momentâniamaniadealegria
Quero dimais v sorriso seu.
Companhia aqui e tristeza lá fora

Dia nublado. Quanta tristeza já me trouxe.
Caindo a chuva fina à noite.
Molhadas estão as cabeças dos desolados.
Se afogam em lágrimas. Enxergam a desilusão.
Foi Deus quem fez a chuva.
Para te talvez traga solidão.
Madrugada fria. Gélida.
Chuvisco voltou a cair.
Abri a janela, molhei pontas dos dedos
e me dei conta de como era bom companhia ter.
Toquei seu rosto
E não consigo explicar como foi bom
ver seu sorriso.
De certo, sonhava sonhos bons.
Da próxima vez que chover quero me tornar mais frio
quero enxergar a tristeza, daqui, lá fora.
Eu quero.
Sim.
Durmo.
no encontrar (tudo que precisava)
Por tanta ironia da vida, não era de se estranhar que encontrasse Deus em um banco de praça, de costas para uma grama bonita. Inconsciente e desligado, protagonizou um diálogo perfeito – aquele que sempre sonhou em escrever:
– Vem aqui. Por que isso tudo? C num tem coração não? Por que você nunca faz nada e fecha os olhos pra tudo isso?...
...
– Deus, c é muito burro!
Ô maluco – Deus é sorriso – cheguei, agora, aqui. Porque quis. Considera tudo que você falou a você mesmo. Você estava falando com sua própria consciência. Eu posso não estar, mas tô aqui e não preciso te levar a uma cabana, nem matar sua filha pra que me encontre. Quem fecha os olhos não sou Eu. Ta tudo aqui na sua frente. Dentro de tu mermo.– Como eu vou te encontrar então se meu dilema é por sua causa?
Se poucas palavras pudessem definir como você me encontra...
...
– Sumiu Deus?
Não. Nunca sumira. ‘Sumiço’ dependia Dele não sumir.
– Tudo bem... inexorável
– Deus. Está aqui? Sei que está.
Não sorriu, nem nada. Queria era chorar. Desorientado. Levantou e caminhou.
Mais a frente encontrou um homem que queria lhe vender uma casa – queria se casar.
Na esquina, se encheu de comida, nem boa, mas deliciosa – precisava ter prazer na vida.
Na visita orou por alguém doente – precisava se sentir útil.
Indo embora, abraçou a mãe de alguém – precisava ser abraçado...
... e foi.
Caminhou no encontrar Deus.
– Vem aqui. Por que isso tudo? C num tem coração não? Por que você nunca faz nada e fecha os olhos pra tudo isso?...
...
– Deus, c é muito burro!
Ô maluco – Deus é sorriso – cheguei, agora, aqui. Porque quis. Considera tudo que você falou a você mesmo. Você estava falando com sua própria consciência. Eu posso não estar, mas tô aqui e não preciso te levar a uma cabana, nem matar sua filha pra que me encontre. Quem fecha os olhos não sou Eu. Ta tudo aqui na sua frente. Dentro de tu mermo.– Como eu vou te encontrar então se meu dilema é por sua causa?
Se poucas palavras pudessem definir como você me encontra...
...
– Sumiu Deus?
Não. Nunca sumira. ‘Sumiço’ dependia Dele não sumir.
– Tudo bem... inexorável
– Deus. Está aqui? Sei que está.
Não sorriu, nem nada. Queria era chorar. Desorientado. Levantou e caminhou.
Mais a frente encontrou um homem que queria lhe vender uma casa – queria se casar.
Na esquina, se encheu de comida, nem boa, mas deliciosa – precisava ter prazer na vida.
Na visita orou por alguém doente – precisava se sentir útil.
Indo embora, abraçou a mãe de alguém – precisava ser abraçado...
... e foi.
Caminhou no encontrar Deus.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Banco
Escreveu seu nome no chão, com todas as coisas que havia recebido, a chorar como criança. Essas lágrimas, às quais tanto resisto, por citar ser, de longe, desconfortáveis demais. Se derramou infeliz, inconsolado, quebrando nos dentes uma má paixão – suja. Debruçado, cuspiu em lembranças de quem um dia tripudiou em seu território e brincou em sua mente. Foi-se um fracassado.
Uma moça de quem me recordo
Queria tanto ficar quieta
Desta vez fazer a escolha certa
Ficara cada minuto mais inconstante
Cabisbaixa, catando cantos de rua
Tinha cara de chorosa
Escrevia poesias fraquinhas e se sentia superior por isso
Lágrimas - não
Não conseguia aproveitar nada de verdade
Lia textos, mas nunca prestava atenção
Perdeu o que realmente valia, ali
Vendo-se e ao seu redor estava distante
Começou a copiar
Tadinha
Até que um dia descobriu:
suas poezinhazinhas eram a prova de seu fracassozinho
Lágrimas - não
Desistiu de se expor
Se envergonhou de ser humana
e apagou tudo que tinha escrito.
Desta vez fazer a escolha certa
Ficara cada minuto mais inconstante
Cabisbaixa, catando cantos de rua
Tinha cara de chorosa
Escrevia poesias fraquinhas e se sentia superior por isso
Lágrimas - não
Não conseguia aproveitar nada de verdade
Lia textos, mas nunca prestava atenção
Perdeu o que realmente valia, ali
Vendo-se e ao seu redor estava distante
Começou a copiar
Tadinha
Até que um dia descobriu:
suas poezinhazinhas eram a prova de seu fracassozinho
Lágrimas - não
Desistiu de se expor
Se envergonhou de ser humana
e apagou tudo que tinha escrito.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Manhã, atordoado
É lindo o brilho do sol nos seus cabelos
Brilha feito seda de lençol
Embolada em novelos
pra tocá-los ferira como linha com cerol
Seda roxa, de jeans colado, cós baixo, meia-calça amarrom
Como rimo,
se em rimas simples ja sinto desatino
de num saber criar?!
Escuto letras significativas,
de aflorar minhas tentativas
e tentar descansar.
Noite acordado,
pulso cortado,
de sangue sujo o chão
morro calado
dou, mesmo não querendo dar trabalho
sem ter ninguém
e alguém pra consertar
Brilha feito seda de lençol
Embolada em novelos
pra tocá-los ferira como linha com cerol
Seda roxa, de jeans colado, cós baixo, meia-calça amarrom
Como rimo,
se em rimas simples ja sinto desatino
de num saber criar?!
Escuto letras significativas,
de aflorar minhas tentativas
e tentar descansar.
Noite acordado,
pulso cortado,
de sangue sujo o chão
morro calado
dou, mesmo não querendo dar trabalho
sem ter ninguém
e alguém pra consertar
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Viva
Chegou a hora de buscar suas coisas no apartamento dele.
O coração, que nesses três dias quase ficou cauterizado, doía agora. Dor forte e inconsolável.
Lágrimas, não citarei.
O coração chorava amargo.
Não dava pra entender.
Amou tanto. Agora odiava. Mas amava.
A ignorância dos dois. Comum.
Sem perdão mesmo ambos errados.
Filha, senta aqui. Vou lhe ensinar algumas coisas
Por que fazer isso?
Por que sempre fugir dos problemas e
errar de novo?
Um relacionamento não depende de um parceiro ideal,
mas de você ser melhor.
Covardia de querer sempre fugir das coisas chatas
Mania de deixar o outro com seus problemas em vez de ajudá-lo a mudar
Porque sofrer a partida, em vão?
Não é melhor sofrer por uma causa?
Fico triste por você não ter esperanças. Não acreditar mais.
Por suas amigas acharem que você é uma fracassada.
Não é melhor sofrer por uma causa?E cá prá nós, tem dor melhor que de amor?
O coração, que nesses três dias quase ficou cauterizado, doía agora. Dor forte e inconsolável.
Lágrimas, não citarei.
O coração chorava amargo.
Não dava pra entender.
Amou tanto. Agora odiava. Mas amava.
A ignorância dos dois. Comum.
Sem perdão mesmo ambos errados.
Filha, senta aqui. Vou lhe ensinar algumas coisas
Por que fazer isso?
Por que sempre fugir dos problemas e
errar de novo?
Um relacionamento não depende de um parceiro ideal,
mas de você ser melhor.
Covardia de querer sempre fugir das coisas chatas
Mania de deixar o outro com seus problemas em vez de ajudá-lo a mudar
Porque sofrer a partida, em vão?
Não é melhor sofrer por uma causa?
Fico triste por você não ter esperanças. Não acreditar mais.
Por suas amigas acharem que você é uma fracassada.
Não é melhor sofrer por uma causa?E cá prá nós, tem dor melhor que de amor?
Senhorita
Menina bonita, meio esquisita
Resolveu estudar
O tempo passou, somente estudou
Esqueceu de se casar
Seguiu o destino, sem ter menino
Foi sempre magrinha
Chorando ou sorrindo, nada dividindo
Envelheceu sozinha
Muito conhecida, foi bem sucedida
Mas carregava uma dor
Pouco sentimento, muito conhecimento
Quase nada de amor
Resolveu estudar
O tempo passou, somente estudou
Esqueceu de se casar
Seguiu o destino, sem ter menino
Foi sempre magrinha
Chorando ou sorrindo, nada dividindo
Envelheceu sozinha
Muito conhecida, foi bem sucedida
Mas carregava uma dor
Pouco sentimento, muito conhecimento
Quase nada de amor
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