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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Banco
Escreveu seu nome no chão, com todas as coisas que havia recebido, a chorar como criança. Essas lágrimas, às quais tanto resisto, por citar ser, de longe, desconfortáveis demais. Se derramou infeliz, inconsolado, quebrando nos dentes uma má paixão – suja. Debruçado, cuspiu em lembranças de quem um dia tripudiou em seu território e brincou em sua mente. Foi-se um fracassado.
Uma moça de quem me recordo
Queria tanto ficar quieta
Desta vez fazer a escolha certa
Ficara cada minuto mais inconstante
Cabisbaixa, catando cantos de rua
Tinha cara de chorosa
Escrevia poesias fraquinhas e se sentia superior por isso
Lágrimas - não
Não conseguia aproveitar nada de verdade
Lia textos, mas nunca prestava atenção
Perdeu o que realmente valia, ali
Vendo-se e ao seu redor estava distante
Começou a copiar
Tadinha
Até que um dia descobriu:
suas poezinhazinhas eram a prova de seu fracassozinho
Lágrimas - não
Desistiu de se expor
Se envergonhou de ser humana
e apagou tudo que tinha escrito.
Desta vez fazer a escolha certa
Ficara cada minuto mais inconstante
Cabisbaixa, catando cantos de rua
Tinha cara de chorosa
Escrevia poesias fraquinhas e se sentia superior por isso
Lágrimas - não
Não conseguia aproveitar nada de verdade
Lia textos, mas nunca prestava atenção
Perdeu o que realmente valia, ali
Vendo-se e ao seu redor estava distante
Começou a copiar
Tadinha
Até que um dia descobriu:
suas poezinhazinhas eram a prova de seu fracassozinho
Lágrimas - não
Desistiu de se expor
Se envergonhou de ser humana
e apagou tudo que tinha escrito.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Aprender
O menino magricelo, virou a esquina apressado. A cabeça pensava mil coisas, incomuns. Coisas novas e indefinidas. Do narizinho pontudo escorria sangue, escuro já. Gritou pra sua irmã perguntando se iria morrer. Ela disse: acho que não sei e tenho certeza que talvez. Como as pessoas que mais te fazem bem, também são as pessoas que mais te fazem mal? Elas sabem seu ponto fraco né? O menino aprendeu a andar de bicicleta. Esperto, mas empolgado e fraquinho se esborrachou no chão, bem na rua de alfalto. Apesar do tombo, ele aprendeu a andar de bicicleta. E apesar de ter apredido a andar de bicicleta, ele ainda está aprendendo que sangue no nariz não é sinal de morte imediata. Sangue no vômito, talvez. Ele aprendeu. O abraço da mãe compensou tudo. Ganhou o mundo. Pelas explicações dela aprendeu a aprender como um escritor antigo, mas moderno. "Que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas
as feridas;"*

*Fragmento de Coisas que aprendi, William Shakespeare.
as feridas;"*

*Fragmento de Coisas que aprendi, William Shakespeare.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Se é aqui, o lugar, o tempo e a possibilidade:
O cabelo da mocinha parecia de plástico
Brilhava, alisado, como os de boneca
Ela, negra, se cuidava como mocinha
Os olhos da outra lacrimejavam a brilhar
Tentava se fazer de forte como se tivesse coração de plástico
De si mesma, às vezes, tinha dó como por ser a outra
O sorriso do jovem rapaz alegrou a quem viu, satisfação
Entregou o último folheto no sinal com suor na testa em brilho
Com as mãos no bolso da jaqueta saiu a gingar como jovem
Os olhos, seu nariz e o queixo dele são simétricos
Que trocador bonito. Podia ser modelo e arrasar nas passarelas
Prefere não se expor assim, só malhar os corações das donzelas
Se se encontrassem, não apenas nos olhos e no texto de quem escreve a vida deles nem talvez seria assim. Mas se é aqui, o lugar, o tempo e a possibilidade:
O trocador não chamou a atenção da mocinha, mas se nas intenções foi tomado pela cobiça, fez de sua maria, a outra amargurada.A outra apaixonada chora em bancos de praça, pensa em ser quem é, espera o dia de sua certeza e pensa no sorriso que viu. De supetão, queria ser dona daqueles dentes. Mas dona deles é uma mocinha de cabelo de plástico, noiva do rapaz que também lhe tem amor. A mocinha olhou o trocador, mas o coração só bate mesmo é por quem a gente tem amor.
Brilhava, alisado, como os de boneca
Ela, negra, se cuidava como mocinha
Os olhos da outra lacrimejavam a brilhar
Tentava se fazer de forte como se tivesse coração de plástico
De si mesma, às vezes, tinha dó como por ser a outra
O sorriso do jovem rapaz alegrou a quem viu, satisfação
Entregou o último folheto no sinal com suor na testa em brilho
Com as mãos no bolso da jaqueta saiu a gingar como jovem
Os olhos, seu nariz e o queixo dele são simétricos
Que trocador bonito. Podia ser modelo e arrasar nas passarelas
Prefere não se expor assim, só malhar os corações das donzelas
Se se encontrassem, não apenas nos olhos e no texto de quem escreve a vida deles nem talvez seria assim. Mas se é aqui, o lugar, o tempo e a possibilidade:
O trocador não chamou a atenção da mocinha, mas se nas intenções foi tomado pela cobiça, fez de sua maria, a outra amargurada.A outra apaixonada chora em bancos de praça, pensa em ser quem é, espera o dia de sua certeza e pensa no sorriso que viu. De supetão, queria ser dona daqueles dentes. Mas dona deles é uma mocinha de cabelo de plástico, noiva do rapaz que também lhe tem amor. A mocinha olhou o trocador, mas o coração só bate mesmo é por quem a gente tem amor.
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