domingo, 19 de setembro de 2010

Triste Pescador

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nos Sufocados

domingo, 12 de setembro de 2010

Pingo

Bom,
consegui fazer.
agora eu sou nada pra nós
agora só preciso
fazer você ser nada pra mim

sábado, 28 de agosto de 2010

Sorriso

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Todo o tempo

Sempre
Fica do meu lado
Sempre
Quando de minhas fugas, derrotado, volto
Sempre
Me envolve com seu perdão
Pra Sempre,
tenho essa impressão que será
pra sempre.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Produzindo sonhos

Produzindo sonhos que amadurecem e se tornam ilusões.
INFELIZMENTE






.esse.







...sou eu.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

SENTENÇA

Resolvi confiar em ti cegamente
Como alternativa pra aliviar toda dor.
De só ter Você,
e apenas Você,
meu orgulho.
Resolvi colocar em Ti meus medos
Meus dilemas e questões
Fazer de meus dedos
Instrumentos Seus
e de tudo qu’eu faço
um motivozinho pra Te fazer feliz
ainda que não precise deles
nem pra um só sorriso dar.

Fase

.


































fase
















.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cidade

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Corpo molhado



Ela tinha cabelos lindos
Ela hipnotizava
Um dia pulou no córrego
Se levantou molhada
Continuou hipnotizando

Num dia bonito
Fomos ao parque
E na roda gigante
Dedilhei seu cachos

segunda-feira, 14 de junho de 2010

TrêsConto

Desventura - A Casa Amarela - Vinte e Um



Baixa aí!!!
Só clicar na imagem.

sábado, 12 de junho de 2010

Cantiga

A gente ficamos deitado nu chão
A manhã passo rapidó
O sol rodou o céu
Eu pensei meu Deus
Esses dias são vespertinos

Eu
Que até quase pouco
Andava só
Eu
Que até pouco tinha
De esperar companhia

Nós rolamo na grama sobre o lencol
Vimo a lua rasgar o monte
A estrela amarela
Das companheiras mais bela
Não largou de estar ali

Eu
De mim mesmo sou louco
De eu mesmo tem dó
Nós
Bem melhor vi a rima
que agora sei de cor

Eh. Menina feia. Vestida de preta.
Seu príncipe não chegou
Espera, que há de apontar na janela
Quem há de te dar amor

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mais uma vez

Todos os dias me apaixono
Como doença crônica
Caminho iludido pela rua
E como se eu não soubesse que isso dura apenas um dia

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Agonia e Solidão

agonia e solidão - dor e ilusão

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Uma mulher e uma bonequinha do exército

A vida passa e, numa dessas quebradas, vem um desses malditos artistas contemporênaos e seus aparelhos portáteis malditos de gravações malditas e toscas para interromper seu curso. Uma cidadã não pode nem exercer sua profissão sem ser ofendida por essa maldita videoarte?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Café com Biscoito

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O pobre profeta da desgraça

Acho que já cheguei longe demais
Pra um pobre e sujo menino catarrento, fiz façanhas
Cheguei longe mesmo, pois atravessei as montanhas sozinho
Passando fome e passando frio.
Dormindo emaranhado à solidão.
Mas foi tudo capengando.
Já disse e repito.
Minhas lágrimas mostram mais uma vez
Sozinho, não consigo
Eu repito mais uma vez
Sozinho, não consigo.
Já disse isso várias vezes olhando em vários olhos
E suplicando favorzinhos.
Minhas súplicas não valeram a preocupação dos outros
Pelo menos foi o que me mostraram.
Estão mais preocupados com seu lanchinho diurno e sua dor de dente.
Saio pra rua. Grito mais alto.
Hey! Sozinho, não consigo, preciso de ajuda.
Mas agora não sou tão humilde assim.
O opróbrio, também, já passou da conta, né!
A vida nem me recompensou pelas bondades que fiz.
Pelo contrário, a cada dia me dava mais socos na cara.
Pois bem, não me importo mais.
Que Deus derrame todo seu descaso sobre suas tribulações
E que chore todos os dias, depressivo e doente,
pequeno e tão insignificante diante de seus problemas.
Eu limpo meus pés e tiro a poeira do seu quintal
que impregnou em meus sapatos.
Espero que ela mate sua fome e cubra sua desgraça.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma coxa e Eu

Fome e imaginação: a universidade da loucura.

sábado, 1 de maio de 2010

Uma Pêra e Uma Manga

em busca de felicidade

Como barata

Cheguei de frente ao portão. Senti um perfume diferente. Se misturava ao doce cheiro da Dama da Noite, vindo do quintal vizinho. Pé carregado de carambolas. Entrei silencioso como pisaduras de gato, ou rastros de rato traiçoeiro. Saí no cano da pia da área de serviço. Esquisito que me lembrei da misteriosa princesa Ana, que guarda seu jardim a sete chaves no seu umbigo, detrás do muro. Me lembrei da sã e pura criatura que espia as flores dela, as criando em pensamento. Divaguei, apenas com a cabeça do lado de fora. Ah se alguém desse descarga. Saí do ralo, já seco e só molhado de suor. Virei a tramela da porta, cheguei na copa, engoli seco, peguei ela lá: abusando de um homem barbudo. Ele jazia de quatro com o nariz tapado, fungando como touro, mas dominado pelo ferro no nariz. Meti o pé nitudo quanto fosse traseiros que estava ao meu alcance. Acabei com a bagunça. Onde se viu, fazer eu mesmo dono de minha casa entrar nela pelo cano? Como barata!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

voz

MAIS UMA VEZ
me reivento
E QUANDO A MÚSICA ACABAR
ja sou outro
POIS CONHEÇO ALGUÉM
em quem confiar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cantos da alegria

Oh! Pequeno pássaro
Que inocente, pela campina, voava
Por querer somente sua sina cumprir

Se enforcou no laço inocente
De uma inocente menina
Ela, seus raios de sol
E seu próprio mal

Prendera seu canto
nas cercas de arame de seu quintal
Quisera Deus intervir em tamanho ato cruel
E acabar com crueza do coraçãozinho imbecil

Mas não.
O pequeno peito do pássaro
Se arrebentava nas pontas do arame de metal
Sangrava seu coração,
Não podia voar alto pois serrara-lhe
as metades das asas.

Muitas: uma vez mais
Fizera feliz a menina encantada
Enquanto pode viver

não.
Silenciou-se o Criador
Acompanhou quieto a morte
Tragar a vida da pobre criatura
Que de alegria a vida toda cantou.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu

EU abraço o MUNDO
com meus BRAÇOS
Vivo alargando limites
e me esgontando.
Alcanço novas alturas sem essas desculpas.
Me autodestruo.
Não me preocupo.
E pouco me importo com você.
A morte não é meu FIM mesmo.
E se disser que sou esgoísta
por querer ir embora.
Deixo pra sua própria acusação
seus prazeres e glutonarias
que nem um pouco te satisfazem
mas bebem do seu sangue.

terça-feira, 30 de março de 2010

Eu, decadente.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quase Meia-Noite



Quase nasce um dia
ta quase pra nascer
E não te encontro
Bem que, sua distância me acostuma
Descanso feliz
E sua presença me incomoda.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Te vejo

Reflito sobre o que é realidade
O que é ilusão
O tempo passa, descubro que só
você é de verdade
Muito além de tudo que
sonhei em imaginar
Choro no seu colo
E ainda anda comigo
Me espera em dias cinzentos
Sorrindo, sorrindo no portão,
De vestido
Sei,
Só ainda não descobri,
O quanto gosto de você

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Deitado na Grama



Queria ficar calmo
Você apareceu
Queria te ver ao meu lado
Você retrocedeu
Outra vez quiz me acalmar
Mas nem precisou aparecer

Ja estava aqui dentro

Na dúvida se você me ama
passei a atarde deitado na grama
Dói, ter que te esperar
Se vale a pena
A resposta

Ja está aqui dentro

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

É mágico
Entendi tudo que você quis dizer
Esses pássaros azuis que avoam por aqui
E se bem que nem quis a janela fechar
Não tinha nem um quarto só meu
Sou andarilho, eterno
Para, pelo menos, tentar guarda-lo pra mim
Sei que foi sem querer
Por isso nem tentei
Agora, a solidão e a nostalgia sim
Essas, andarilhas, ficaram sem eu pedir

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Seria inocente



S'eu desmarcasse tudo que marquei esta noite
Se eu dispensasse o luar
Se mais uma vez te contasse meus sonhos

Seria inocente

E se eu disser que sinto saudade
Se em meu planos te ter
E quisesse que amanhã tomássemos café

Seria inocente

Te guardo com direito, bem lá dentro
Te guardo do meu jeito, la no fundo do peito
E não há razões para não ser

Dias assim

Quando tudo entre nós parece desmoronar
E meu desejo é me refugiar no horizonte
Olho nossa foto
Te vejo tão perto, exalando seu doce respirar
A arrevoar seu espírito de doçura
Descubro
Que és quem Deus escolheu
Pra espalhar calor e sonhos
Tranquesas e brincadeiras
Arrevoantes, como seu jeito
Descubro
Que se você cair eu te seguro
Se chorar, enxugo suas lágrimas
Se ficar feliz...
Sorrio com você

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sem alguém saber

Pela primeira vez,
Depois meses,
Vi, de seus olhos, escorrerem lágrimas.
Andou a noite inteira, de um lado para o outro
Sem dizer absolutamente nada, até as 3 da manhã.
Observei seu café esfriar sem muitas importâncias.
Me segurei para não me ajoelhar
Diante da tamanha angústia
Se meus olhos não manifestaram fraqueza
Apenas umas certeza ficou
Minha alma, sozinha e compadecida, chorou

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Suplício de Indecisão

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Instinto Incontente

Vivo fim da manhã de tênis apertado
Vive um pássaro, cantante, encarcerado
Vive Compondo um canto amargurado
Telhados e fachadas não pode mais sobrevoar
Faltou lhe os galhos que a vida resolveu podar
Sem essa possibilidade
De instinto incontente, se alvoroçou a alma
Engatilharam-se as asas
Arregaçou o peito
Num impulso, meio sem jeito
Arrebentou a gaiola
Resolveu voar

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Adoro as mulheres gordinhas

Já tenho a minha,
porém com respeito quero falar
Da mulher gordinha,
seus encantos quero ressaltar

São lindas suas formas
e até o caminhar me desperta paixão
Suas curvas são como a mais linda rosa
que tem voltinhas no botão

Ela é cheirosa
Tem uma beleza sobrenatural
A maioria é fogosa
Tem cuidado e carinho sem igual

Uma verdade pura agora quero lembrar
Quem ainda não ficou gordinha, um dia vai ficar


Sendo assim desejo-a nessa medida
E pra sempre quero a querer
A gordinha foi e é minha preferida
e pra sempre há de ser

Rimar sem

Teve um alguém
Que ninguém sabe quem
Me ensinou a não rimar o último verso da poesia
Mas, rimo o anti-penúltimo e vou além
E deixo o último com rima também
Amém

O prazer no fim de uma manhã

É meio dia e dez
Eu coloco o relógio pra despertar,
às seis e meia da manhã
Não sei o que tem na minha cabeça
Sinto uma mulher mal cheirosa
E coisas bonitas
Um belo vestido feio
Um Fiat 147
Não sou bom em muitas coisas, mas
em algumas, me disseram que sou excelente
Eu digo que é assim
Qualquer um pode morrer se estourar a cabeça enfiando-a debaixo de uma das seis rodas, grossas, pesadas e fedorentas de borracha preta de um desses ônibus azuis.
Redescobri o prazer de escrever.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Lavê - Em Creolo i os Cafundó

Cabaré colorido



Nessa noite vi uma muié noviça
Com as perna de fora, roliça
Vi chegar a políça
Pra tapar suas perna, lisa, à mostra
Ôh dó queu tenho de quem um dia virou puta
E seu colo foi de muitos.
Perdeu a capacidade de virar o zóio
só com um só par de sovacos.
Oh dó que eu tenho do mundo.

sábado, 28 de novembro de 2009

ReveR

Quem tivera um dia motivos pra sorrir por amor
Sonhaste o querer mais puro com furor
quando não sentia solidão na hora de deitar
E se alegrava por não ter quem rever.
Por ter deixado marcas na partida
Esse alguém, como todo alguém,
Provou a desolação do amor quebrado
A confusão de um amor amargo
Aprendeu a desolação
de mais amar demais e
ter que se reinventar por tudo isso.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Não me deixe almoçar só

Ele amava muito. Ela estava um pouco acima da média.
A vida não
Não tinham mais o sabor normal das coisas
O almoço foi uma merda
Mas o abandono
Naquela hora
Era perder o apetite e deixar de viver


sábado, 21 de novembro de 2009

Hoje vai ter almoço

Meu quarto parece minh’alma
Ambos precisam de arrumação
Precisa se alimentar
Um espírito doente em corpo fraco
Vejo na sombra do portão
Babados coloridos que cobrem pernas calejadas
Alguém venceu a guerra
para vir ma dar a mão
Trouxe suas panelas de pedra nas sacolas
Decidiu doar delas, a dedicação
Hoje vai ter almoço

Almoço

Arroz,
Feijão, alface
Salpicão
Angu
Couve

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pra Você Entender

Sofri demais
e quando pensava não ser capaz
de conseguir, outra vez, viver;
amei.
Encontrei em seus olhos que fizeram parecer nada
todos os outros que olhei,
a alegria de uma nova chance,
Uma nova vida que acaba neste instante
de começar agora!
Isso é real. Eu vi.
É o que sempre sonhei.
Se for preciso, repito mil vezes pra você entender.
Eu amo você.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estou cada vez mais louco

Estou cada vez mais louco
só me resta
ganhar dinheiro



cHEIO DE LIXO NA cabeça
produzindo coisas sujas
fedendo de cigarro
ouvindo palavras xulas
me apoiando em pilastras podres
cantando desafinado
andando com gente sem mãe
pelo menos estou respirando

terça-feira, 27 de outubro de 2009

desarraANJO do amor

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esquisofrenia da debilitação

Chorava quando as idéias vinham em sua cabeça. Um turbilhão de possibilidades Criativas sufocavam manhãs quentes que eram pra ser calmas..
quebrou
a cara
e sorriu
Aos poucos construiu universo
onde ele mesmo era seu amigo
e na maioria das vezes, seu inimigo
Seu amor. Seu Gênio e sua consolação
Auto-suficiente



correu.
Delirou!
se tornou artista contemporâneo!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Poema da correria




Pr'aquem necessita
e não tem momento de criar
fez-se Haikai

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DeVolta



Madrugada, acordei três vezes
Mente agitada a implorar por paz
Afrontei pensamento maldito que há muito me doía
Caminhei rumo a paz que minh'alma pedia
Num jardim sereno caminhei
A esperar a colheira do que um dia plantei

Algo diferente me trouxe inquietação
Árvores secavam mesmo sendo primavera
Alguém que eu espera segurou minha mão
E com lágrimas no olhos percebi o que era

A luz da aurora ceifou os frutos de condenação
E apagadas foram, do passado, as sementes de maldição

Não lembro mais de qual dor foi embora
Embora sim, de um flagelo que me fez aprender
Amanhã este estará melhor que agora
Pois hora sim é, de respirar ar puro e viver

Alívio
Feridas saradas
Paz que excedeu todo meu entendimento
Sorri
Chorei
Doce foi a sua chegada.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ato

Ato dois. Já fomos apresentados
Aspectos e fatos, meras insinuações
Parto, pois estão os caminhos traçados
Rumos insensatos num final de decepções

Ambiguidade, cimento, calor humano
Velha cidade, tormento, dor do engano

Mundo pequeno guardado em prateleira suja
Sonhar e opções [únicos, afinado por caminhar
Desejo veneno, filtrado em mente turva
Miar ambições únicas, determinado a realizar

Realizar sonhos é mudar rumo da vida